Não posso enfatizar o suficiente o quão monumental esta noite é, como alguém que acompanhou todas as grandes revoltas desde 2009. O regime islâmico sempre recuou em duas coisas quando pressionado para um encurral: 1) Apagão de comunicação 2) Assassinato em massa Isso sempre funcionou no passado, silenciando os iranianos para que voltassem para casa espancados, assustados e traumatizados. Desta vez, porém, os iranianos responderam tanto ao 1 quanto ao 2 saindo em números ainda maiores. Isso NUNCA ACONTECEU ANTES. Digo isso como alguém que viu as imagens dos últimos suspiros de Neda Agha-Soltan em 2009, que viu a revolta de 2017 ser esmagada, que viu o apagão e massacre de novembro de 2019, que viu a revolta de 2022 se esvair após a opressão implacável. Não só esse movimento não desapareceu – pela primeira vez há um líder autoritário e uma voz orientadora que toma decisões e apelos por seu povo. Ele é o Xá do Irã, e a grande maioria do Irã provou querer vê-lo de volta ao trono. Ninguém pode mais negar isso. E agora, temos um Irã unificado desafiando apagões do regime E massacres do regime, organizando-se e revidando, causando baixas reais e devastadoras. Nunca houve nada parecido. O regime não esperava que as pessoas voltassem. Repito: Isso não deveria ter acontecido. Isso é um pesadelo vivo para os mulás e todos os seus líderes de torcida. Não sei o que acontece depois. Tudo que sei é que isso passou de uma revolta para uma revolução.