Meu filho tinha 16 anos quando foi atropelado por um motorista bêbado. Ele ficou em coma por 3 meses. O neurologista nos colocou em uma sala de conferências estéril e organizou os exames. 'O tronco cerebral dele está intacto', disse ele suavemente. 'Mas o resto... Está escuro. Se ele acordar, vai virar um vegetal. Ele nunca vai falar, nunca vai te conhecer, nunca se alimentar. Você precisa considerar instituições de cuidados de longa duração.' Recusamos. Nós o trouxemos para casa. Montamos uma cama de hospital na sala de estar. Tocamos os discos favoritos dele do Led Zeppelin. Líamos quadrinhos para ele. Conversávamos com ele por 12 horas por dia. Seis meses depois, eu estava raspando o rosto dele, contando uma piada ruim de pai. Ele não apenas sorriu. Ele riu. Uma risada rouca e seca. Então ele olhou para mim e disse: 'Isso não foi engraçado, pai.' Hoje, ele está terminando sua graduação em engenharia. Ele anda com uma bandana, mas anda. O médico o chama de 'anomalia'. Eu o chamo de lutador. Nunca deixe que uma estatística determine seu destino.