Quase 1 em cada 6 americanos não aguenta uma cocô normal. O sistema imunológico deles fica preso em um ciclo de bactérias intestinais atacantes, causando danos e desencadeando mais ataques. Apenas uma substância quebra esse ciclo, e ela vem do colesterol e da luz solar. O protocolo de alta dose de vitamina D:
DII (Crohn e colite) é um sistema imunológico preso em um "ciclo de desgraça". Suas células T acham que suas bactérias intestinais são inimigas. Eles atacam, o ataque causa dano, e o dano ativa mais células T. É um incêndio que não se apaga porque o "botão de desligar" está quebrado.
Os medicamentos atuais "padrão ouro" (Humira, Remicade) são curativos de alta tecnologia. Eles bloqueiam sinais "a jusante" como o TNF-alpha. Eles param a dor, mas não consertam o "problema". Por isso, 70% dos pacientes recaem dentro de 2 anos após a parada do medicamento. O fogo ainda está fumegando.
Vamos dar um zoom na vitamina D agora. Todos nós conhecemos como uma vitamina óssea, mas na verdade é um potente hormônio imunoregulador.
Praticamente toda célula imune possui um Receptor de Vitamina D (VDR). É o sistema operacional para sua tolerância imunológica. Quando os níveis de D3 estão altos, isso força as células T a mudarem de "Ataque" (Th17) para "Regulatório" (Tregs).
Pense no revestimento do seu abdômen como uma parede de tijolos. Na IBD, a "argamassa" entre os tijolos (junções apertadas) falha. Chamamos isso de intestino permeável.
A vitamina D age como um pedreiro. Ele regula proteínas como Ocludin e ZO-1 que fecham essas lacunas, impedindo que bactérias "vazem" para o seu sangue.
O problema é que a "Dose Diária Recomendada" (RDA) é uma piada para a DII. Os 600-800 UI sugeridos pelo governo são o suficiente para evitar que seus ossos amoleçam (raquitismo). Para "reprogramar" um sistema imunológico com defeito, você precisa de 10 a 20 vezes essa quantidade.
Pesquisas mostram que, para atingir uma "janela terapêutica" para a autoimunidade, os níveis séricos precisam estar entre 80 e 100 ng/mL. A maioria das pessoas fica entre 20-30 ng/mL. Alcançar a meta frequentemente requer de 10.000 a 20.000 UI por dia, o que assusta a maioria dos médicos, apesar de ser perfeitamente seguro para a maioria dos adultos.
Para contextualizar, seu corpo produz 10.000 UI de vitamina D com apenas 20 minutos de exposição ao sol no verão. A evolução nos projetou para ficar imersos nesse hormônio. Sob essa perspectiva, 10.000 UI não é uma "mega-dose", mas sim a linha fisiológica de base.
O Dr. Cicero Coimbra, neurologista brasileiro, descobriu que muitos pacientes autoimunes têm "Resistência à Vitamina D". Seus receptores são "surdos" até níveis normais. Eles precisam de doses massivas (às vezes 40 mil a 100 mil UI) para finalmente fazer o sistema imunológico "ouvir" o sinal e parar o ataque.
Os dados são difíceis de ignorar. Um estudo com 5.000+ veteranos constatou que aqueles que usavam vitamina D tiveram 34% menos visitas ao pronto-socorro e 53% menos internações por DII. É a diferença entre gerenciar uma crise e preveni-la.
Se você tentar isso, deve usar "Co-fatores". 1. Vitamina K2 (MK-7): Mantém o cálcio fora das artérias e o coloca nos ossos. 2. Magnésio: O "motor" que converte D3 em sua forma ativa. 3. L-Glutamina: O combustível bruto que suas células intestinais precisam para reconstruir a "parede".
Por que seu gastroenterologista não está gritando isso dos telhados? Bem, economia. A vitamina D não pode ser patenteada. Não há orçamento de marketing de 100 milhões de dólares para um nutriente que custa 10 centavos por dia. O sistema médico é otimizado para "gestão de alta margem", não para "remissão de baixo custo".
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